terça-feira, 16 de junho de 2026

Compra de cestas básicas em Parnaíba é investigada por suspeita de superfaturamento

Por Mikeias di Mattos

A compra e a distribuição de cestas básicas pela Prefeitura de Parnaíba, administrada pelo prefeito Francisco Emanuel, passaram a ser investigadas por suspeitas de superfaturamento, “jogo de planilha”, fragmentação artificial de despesas, desvio de finalidade e eventual promoção pessoal de agentes públicos. O procedimento é conduzido pelo promotor Antenor Filgueiras Lôbo Neto, titular da 1ª Promotoria de Justiça do município.

Compra de cestas básicas em Parnaíba é investigada por suspeita de superfaturamentoCompra de cestas básicas em Parnaíba é investigada por suspeita de superfaturamento

A apuração envolve aquisições de gêneros alimentícios realizadas pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social e Cidadania, a Sedesc, por meio de duas atas de registro de preços firmadas em 2025. O caso teve origem em uma denúncia encaminhada ao Ministério Público, que apontou possíveis irregularidades tanto na contratação quanto na distribuição dos alimentos.

Durante as diligências iniciais, a Procuradoria-Geral do Município foi chamada a se manifestar e defendeu a regularidade das contratações. A prefeitura afirmou que não existiriam elementos técnicos capazes de demonstrar superfaturamento, direcionamento indevido ou promoção pessoal

A resposta, no entanto, foi considerada insuficiente para encerrar a apuração. Segundo o documento, a manifestação teve caráter apenas informativo e não foi acompanhada da íntegra dos processos administrativos, das notas fiscais, das ordens de fornecimento, dos comprovantes de pagamento e de outros documentos necessários para verificar a regularidade das despesas.

Diante da ausência dessas informações, a investigação foi ampliada. A Sedesc deverá entregar os processos completos relacionados às compras, incluindo termos de referência, estudos técnicos preliminares, ordens de fornecimento, notas fiscais, empenhos, liquidações e comprovantes dos valores pagos.

A secretaria também terá de apresentar a relação das pessoas beneficiadas com as cestas básicas durante o período investigado e informar quais critérios foram utilizados para selecionar as famílias atendidas.

A Controladoria-Geral do Município foi questionada sobre a existência de auditorias, inspeções ou fiscalizações relacionadas às compras. O Tribunal de Contas do Estado do Piauí também deverá informar se existem denúncias, representações, auditorias ou tomadas de contas envolvendo as aquisições.

O Ministério Público destacou que eventual superfaturamento, direcionamento de contratação, fracionamento indevido de despesas ou utilização promocional de programas assistenciais pode resultar na responsabilização dos agentes envolvidos.

A abertura do procedimento não representa condenação ou comprovação das irregularidades. A investigação busca reunir documentos e informações para esclarecer como as compras foram realizadas, quanto foi efetivamente pago e de que forma as cestas básicas foram distribuídas. 

Diário eletrônico do MPPI

Prefeito de Parnaíba terá de explicar R$ 5,8 milhões retirados de contas do Fundeb

O prefeito de Parnaíba, Francisco Emanuel Cunha de Brito, e os secretários Danilo de Andrade Rêgo, Janete de Araújo Santos, Nayara de Castro Vieira Silva e Oscar Machado da Cunha Filhoforam citados pelo Tribunal de Contas do Estado para explicar transferências que somam R$ 5,86 milhões das contas do Fundeb para a conta geral do município.

Francisco Emanuel, prefeito de ParnaíbaFrancisco Emanuel, prefeito de Parnaíba

A denúncia aponta que as movimentações ocorreram de forma direta e reiterada ao longo de 2025, sem indicação clara de que os valores estariam vinculados a despesas específicas de manutenção e desenvolvimento da educação básica.

Segundo o denunciante, a prefeitura teria utilizado as contas do Fundeb como fonte de recursos para abastecer o caixa geral do município. A prática, caso confirmada, poderia comprometer a rastreabilidade e a destinação constitucional das verbas reservadas à educação.

O pedido apresentado ao TCE buscava suspender imediatamente novas transferências das contas específicas do Fundeb para a conta geral da prefeitura. A medida cautelar, no entanto, foi negada pela conselheira Waltânia Maria Nogueira de Sousa Leal Alvarenga.

A área técnica do Tribunal informou que parte das movimentações aparece nos extratos bancários com a descrição “transferência de tributos retidos”. Esse tipo de operação pode ser permitido quando se refere ao recolhimento de impostos e contribuições incidentes sobre despesas regulares da educação.

Para o TCE, a existência de transferências de valores elevados não comprova, por si só, desvio de finalidade. A legalidade das operações dependerá da apresentação de registros contábeis, notas de empenho, liquidações, ordens de pagamento e documentos capazes de identificar os beneficiários e a origem de cada despesa.

A suspensão imediata também poderia interromper pagamentos regulares da administração municipal, segundo a decisão. Por esse motivo, o Tribunal entendeu que não estavam presentes os requisitos necessários para conceder a medida de urgência antes da manifestação dos responsáveis.

Apesar da negativa da cautelar, a denúncia continuará sendo analisada. O prefeito, os gestores da Educação e o secretário de Fazenda terão prazo para apresentar defesa e demonstrar a destinação dos recursos movimentados.

Após o recebimento das explicações, o caso será encaminhado para nova análise técnica e manifestação do Ministério Público de Contas. Caso sejam confirmadas irregularidades, o Tribunal poderá aplicar sanções e determinar outras providências. 

Por Mikeias di Mattos

TEC INICIA FISCALIZAÇÃO NA PREFEITURA DE PARNAÍBA, APOS SUSPEITA EM PROCESSO DE CONTRATAÇÃO.

A Prefeitura de Parnaíba, administrada pelo prefeito Francisco Emanuel Cunha de Brito (Progressistas), está sendo alvo de uma fiscalização presencial do Tribunal de Contas do Estado do Piauí (TCE-PI), que busca verificar a regularidade de procedimentos administrativos e contratos firmados pela gestão municipal em 2025.





Os trabalhos tiveram início nesta segunda-feira (15) e seguem até a sexta-feira (19), conforme estabelece a Portaria nº 281/2026, assinada pelo conselheiro Kleber Dantas Eulálio, presidente em exercício do TCE-PI.

A investigação do TCE-PI tem como foco uma adesão à ata de registro de preços, mecanismo que permite a órgãos públicos contratar bens ou serviços utilizando o resultado de uma licitação realizada por outro ente da administração. A legalidade desse procedimento adotado pela Prefeitura de Parnaíba em 2025 está sendo analisada pelos auditores do tribunal.

Para a fiscalização, o TCE-PI designou duas auditoras de controle externo e um auxiliar de operação, que realizarão inspeções presenciais, análise documental e levantamento de informações sobre os atos administrativos praticados pela gestão municipal.

Durante a semana, os técnicos deverão examinar contratos, processos administrativos e demais documentos relacionados à adesão à ata de registro de preços que é alvo da investigação. Ao final dos trabalhos, serão produzidos relatórios técnicos que poderão subsidiar futuras decisões do TCE-PI e eventuais encaminhamentos a outros órgãos de controle.

A fiscalização integra as ações permanentes do TCE-PI para acompanhar a aplicação dos recursos públicos e verificar a conformidade dos procedimentos adotados pelas administrações municipais.


Com informações do Lupa1

segunda-feira, 15 de junho de 2026

Superintendente de Esportes de Parnaíba vira réu por perseguição contra mulher Recebimento da denúncia foi determinado pela Justiça após acusação do Ministério Público; processo tramita sob a Lei Maria da Penha

Por Honorina Reis Melo, 15/06/2026
Portal AZ

O superintendente de Esportes da Prefeitura de Parnaíba e influenciador digital Douglas da Silva Azevedo tornou-se réu em uma ação penal que tramita em sigilo sob a Lei Maria da Penha. A decisão foi proferida pelo juiz José Carlos da Fonseca Lima Amorim, da Vara Criminal da Comarca de Parnaíba, que recebeu a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Estado do Piauí.
Viagens Piauí


Foto: Reprodução
Douglas Azevedo

Segundo o documento judicial, o Ministério Público denunciou Douglas pelo crime de perseguição contra mulher por razões da condição do sexo feminino, previsto na Lei Maria da Penha. Com o recebimento da denúncia, a Justiça determinou a citação do acusado para apresentação de defesa.

De acordo com a decisão, a acusação sustenta que, após o término do relacionamento, ocorrido em setembro de 2025, o denunciado teria passado a perseguir reiteradamente a vítima. O processo relata que ele teria enviado mensagens consideradas ameaçadoras por meio do WhatsApp e também através de transferências bancárias via PIX contendo mensagens de teor intimidatório.

Ainda conforme os autos, Douglas teria comparecido ao local de trabalho da vítima e tentado invadir uma sala onde ela se abrigou. O documento registra que, durante o episódio, ele teria segurado o braço da referia mulher e exigido acesso ao aparelho celular dela, comportamento apontado pela acusação como forma de perturbar sua liberdade e privacidade.

sábado, 13 de junho de 2026

Projeto Tartarugas do Delta marca presença na Oficina de Monitoramento da APA Delta do Parnaíba

Iniciativa apoiada pelo Programa Petrobras Socioambiental contribui com dados científicos para o fortalecimento do Plano de Manejo da unidade de conservação

O Projeto Tartarugas do Delta, desenvolvido em parceria com a Petrobras por meio do Programa Petrobras Socioambiental, participou da Oficina de Monitoramento Participativo do Plano de Manejo da APA Delta do Parnaíba, realizada em Parnaíba (PI). O evento, promovido pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), reuniu pesquisadores que atuam na região com o objetivo de qualificar tecnicamente o processo de monitoria da unidade de conservação, que completa 30 anos em 2026.

A oficina integra a primeira monitoria formal do Plano de Manejo da APA — publicado em agosto de 2020 —, um processo desencadeado por pressões crescentes sobre o território, que incluem novos projetos de infraestrutura como a Hidrovia do Parnaíba, terminais portuários, parques eólicos offshore e empreendimentos de hidrogênio verde. O encontro foi estruturado em cinco eixos de trabalho: revisitação dos Recursos e Valores Fundamentais (RVFs) da APA, reavaliação das ameaças, análise do estado de conservação, proposição de indicadores de monitoramento e avaliação do zoneamento vigente.

Para a coordenadora do Projeto, Werlanne Magalhães, participar deste processo representa muito mais do que um compromisso científico — é a chance de colocar o conhecimento produzido em campo a serviço da proteção do território onde as tartarugas vivem, se alimentam e se reproduzem. A APA Delta do Parnaíba abriga as cinco espécies de tartarugas marinhas do Brasil, listadas entre os Recursos e Valores Fundamentais da unidade de conservação que a gestão busca proteger.

“É uma oportunidade única de unirmos o conhecimento científico acumulado pelo Projeto Tartarugas do Delta ao processo de tomada de decisão sobre o futuro desta área tão especial. Temos dados sobre distribuição, encalhes, ameaças e comportamento das tartarugas na região da APA que precisam estar na mesa quando se discute zoneamento e normas de uso.”

A contribuição do instituto vai além das tartarugas marinhas. Por meio dos seus programas sistemáticos de monitoramento de praias, o Projeto acumula também informações relevantes sobre aves migratórias que utilizam o litoral da APA como rota e área de descanso, além de registros sobre o boto-cinza (Sotalia guianensis), espécie que ocorre nos estuários e canais do delta. Esse conjunto de dados sobre diferentes grupos da fauna representa um patrimônio científico valioso para embasar as discussões sobre conservação e uso sustentável do território.

Os resultados da oficina serão consolidados junto aos produtos das reuniões já realizadas com o Conselho Consultivo da APA — ocorridas nos meses de março e abril de 2026 — e das oficinas com comunidades tradicionais previstas para junho e julho deste ano. Todo esse arcabouço subsidiará a elaboração do Relatório Final de Monitoria, que será encaminhado ao ICMBio para deliberação sobre eventual revisão do Plano de Manejo.

A APA Delta do Parnaíba cobre 311 mil hectares distribuídos pelo Piauí, Maranhão e Ceará, protegendo o maior delta em mar aberto das Américas, com seus manguezais, dunas, restingas, estuários, lagoas e mais de oitenta ilhas — território de biodiversidade e de povos tradicionais que, juntos, dependem da ciência e da gestão participativa para garantir seu futuro.

ROCAM cumpre mandado de prisão por dívida de pensão alimentícia em Parnaíba



Na noite desta sexta-feira, por volta das 23h, uma equipe da ROCAM (Rondas Ostensivas Com Apoio de Motocicletas) realizou o cumprimento de um mandado de prisão civil durante patrulhamento na região do Porto das Barcas, em Parnaíba, litoral do Piauí.

De acordo com a Polícia Militar, os agentes receberam informações sobre a presença de um homem com mandado de prisão em aberto em um bar localizado nas proximidades. A equipe se deslocou ao local e identificou o suspeito como ARNAWD NASCIMENTO DOS SANTOS.


Após consulta aos sistemas de segurança pública, foi constatada a existência de um mandado de prisão civil expedido pela 3ª Vara Cível da Comarca de Parnaíba-PI. A ordem judicial foi emitida em razão do não pagamento de pensão alimentícia, referente a um débito no valor de R$ 3.530,99.

Diante da confirmação da ordem judicial, o homem foi informado sobre o mandado e conduzido à Central de Flagrantes de Parnaíba, onde foi apresentado à autoridade policial para os procedimentos legais cabíveis e posterior cumprimento da determinação da Justiça.

sexta-feira, 12 de junho de 2026

GASOLINA BATIZADA: LULA OFICIALIZA 32% DE ETANOL NO COMBUSTÍVEL E ENFIA A MÃO NO BOLSO DO MOTORISTA.



Sob o comando de Lula, a mistura obrigatória sobe de 30% para 32%, vendida como medida patriótica para reduzir importações e conter preços em meio a tensões internacionais.

Na prática, é mais uma mão enfiada no bolso do motorista brasileiro: o etanol tem menor poder energético que a gasolina pura, o que obriga o motor a queimar mais volume do combustível para entregar a mesma quilometragem.

O resultado é previsível: consumo maior, rendimento pior e despesa extra no fim do mês para quem precisa rodar o mesmo trajeto de sempre.

Enquanto o setor sucroalcooleiro comemora e o discurso verde enche as redes oficiais, o pagador de impostos banca a conta disfarçada de “transição energética”, com um combustível mais diluído, performance comprometida e a sensação clara de que, mais uma vez, o “combustível do futuro” serve apenas para disfarçar o imposto do presente.

Texto: @jornalista.rodolfo.oliveira

Foto: Divulgação




Compra de cestas básicas em Parnaíba é investigada por suspeita de superfaturamento

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