quinta-feira, 16 de abril de 2026

Vereador detona prefeita por obras paradas em Luís Correia; “Correr pra quê?”

Um vídeo da prefeita Maninha Fontenele tentando passar a imagem de gestão acelerada acabou provocando o efeito contrário em Luís Correia. A gravação, em que a gestora aparece correndo em um canteiro de obras e chamando a população para “acompanhar o ritmo”, virou alvo de críticas diretas da oposição.
Maninha Fontenele, prefeita de Luís Correia

A resposta veio em forma de ataque. O vereador oposicionista, Irmão Cajado, publicou um vídeo sentado em uma obra inacabada e questionou o discurso da prefeitura. “Correr pra quê, prefeita? Se as obras que eram para estar andando, estão todas paradas”, disse.
Irmão Cajado, vereador de Luís Correia

No vídeo, o parlamentar percorre pontos da cidade e aponta o que considera abandono de obras públicas. Entreos casos citados está o Portal da Cidade, iniciado em 2022 e ainda sem conclusão. O ginásio do Complexo Senador Lucídio Portela, com reforma iniciada em 2024, também aparece sem trabalhadores no local.

O Hospital Nossa Senhora da Conceição foi outro alvo. O vereador mostrou imagens internas e afirmou que a reforma não foi finalizada. O Mercado Público, que teria prazo para fevereiro de 2026, também foi apontado como parado.
Obras paradas em Luís Correia

A lista inclui ainda a quadra da Lagoa do Barro, iniciada em 2021 e sem previsão de entrega, além da creche do Pé da Serra, que segue sem conclusão.

Sem rodeios, o vereador encerra o vídeo mantendo o tom de crítica. “Não vou correr, não. Vou ficar sentado esperando essas obras saírem”, afirmou.

O conteúdo ganhou repercussão rápida e reforçou um problema recorrente no município: obras iniciadas, sem prazo claro de entrega e com pouca transparência sobre o andamento.

Enquanto a gestão tenta sustentar a narrativa de avanço, a oposição aposta na exposição direta do que está parado. O embate deixa evidente o desgaste político e coloca pressão sobre a prefeitura para apresentar resultados concretos. 

(Lupa1)

*Dependência em apostas pode ser tratada por teleatendimento no SUS*

O crescimento acelerado das apostas online no Brasil tem acendido um alerta na saúde pública. Em resposta ao aumento de casos de sofrimento psíquico associados às chamadas "bets", o Sistema Único de Saúde (SUS) passou a ofertar teleatendimento em saúde mental voltado a pessoas com problemas relacionados a jogos de apostas.


Em 2025, o SUS realizou mais de 6 mil atendimentos presenciais relacionados ao tema, número que tende a crescer diante da popularização dessas plataformas. Com a ampliação do acesso digital, a expectativa do Ministério da Saúde é justamente alcançar pessoas que, até então, não buscavam ajuda.

A iniciativa, coordenada pelo Ministério da Saúde, prevê inicialmente até 600 atendimentos mensais, com acesso gratuito por meio do aplicativo Meu SUS Digital, disponível 24 horas por dia.

Para o doutor em Psicologia e professor da Afya Parnaíba, Matheus Barbosa da Rocha, esse cenário ajuda a explicar por que o teleatendimento pode ser decisivo para ampliar o acesso ao cuidado. "Lidar com questões de saúde mental significa a gente estar atravessado por vergonha, medo, insegurança, julgamentos, preconceitos, tanto por parte da sociedade como também as percepções que nós construímos sobre si próprio", afirma.

Ele destaca que, quando esse contexto se soma à dependência em apostas, fenômeno cada vez mais presente, novas camadas de dificuldade surgem. "A gente acaba trazendo outras questões, como muitas vezes o movimento de achar que o profissional de saúde vai estar ali para julgar", pontua.

Para o profissional, o atendimento remoto aparece como uma porta de entrada mais acessível. "A terapia ou o acompanhamento psiquiátrico na dimensão remota, ele aparece como uma estratégia muito interessante de que às vezes a pessoa já reconheceu que ela precisa de ajuda, ela quer dar esse primeiro passo, mas ela ainda não tem a coragem de ir presencialmente", explica o psicólogo.

Além da barreira emocional, fatores práticos também influenciam. "Às vezes enfrenta a barreira do tempo. A pessoa tendo um lugar seguro, seja em casa, seja em outro lugar, ela consegue fazer esse acompanhamento da forma que é possível", acrescenta.

*Quando o jogo deixa de ser lazer*

O desafio, no entanto, começa antes mesmo do acesso ao tratamento: identificar quando o comportamento deixa de ser recreativo e passa a representar risco. Segundo Matheus Barbosa, existem diferentes níveis nessa relação. "Nós temos o uso recreativo, nós temos o uso agravado e nós temos a famigerada dependência, ou como a gente conhece no senso comum, o vício", explica.

O ponto de virada está nos prejuízos gerados. "No momento em que eu começo a perder essa funcionalidade, essa autonomia da minha vida, aí eu tenho uma questão", alerta.

Entre os principais sinais estão impactos financeiros e rupturas nas relações pessoais. Outro indício importante é o ciclo repetitivo típico da dependência. "A pessoa fica naquele velho ciclo que é muito comum com o uso de substâncias, que é 'ah, só mais uma vez, só mais uma vez'", diz.

Esse processo, segundo ele, também envolve negação e resistência à ajuda. "Há todo um ciclo quando a gente chega nessa dependência, que começa na negação e que vai terminar na aceitação", completa. Diante desse cenário, o especialista reforça que o papel do novo serviço do SUS é muito importante.

Auditoria do TCE-PI identifica deficiências no Corpo de Bombeiros do Piauí



O Tribunal de Contas do Estado do Piauí (TCE-PI), por meio da Divisão de Fiscalização da Segurança Pública (DFPP3), realizou auditoria sobre a adequação e a capacidade de resposta do Corpo de Bombeiros do Piauí no atendimento a situações de emergência. O trabalho, registrado no Processo TC nº 008384/2025, é de relatoria do conselheiro Kleber Eulálio, e foi julgado e aprovado em Sessão Plenária do dia 26 de março. Confira, clicando aqui, o relatório completo.

O objetivo geral da auditoria consistiu em verificar a adequação e a capacidade de resposta do processo de acionamento e atendimento de chamadas do Corpo de Bombeiros no Estado do Piauí para situações de emergência, com fiscalização realizada entre julho e outubro de 2025.

A auditoria envolveu a Secretaria de Estado da Segurança Pública, o Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Piauí e a Polícia Militar do Estado do Piauí e considerou os exercícios de 2024/2025. Para a instrução, a equipe de auditoria da DFPP3 aplicou questionários estruturados junto aos bombeiros militares (120 respostas válidas) e à sociedade (564 respostas válidas de residentes em 109 municípios), e realizou inspeção presencial nos Grupamentos de Bombeiro Militar em Teresina, Parnaíba, São Raimundo Nonato, Picos, Oeiras, Floriano e Piripiri, além de reunião com representantes das unidades gestoras envolvidas e com o Centro Integrado e Comando e Controle – CICC da PMPI.

1⁰ SGBM 7⁰ GBM Oeiras

Ao final, a auditoria identificou deficiências que prejudicam a adequação e a resolutividade do atendimento prestado à população, tais como:

1. Central 193 instável/indisponível no interior do Estado;
2. Baixa cobertura de unidades, em especial, no Sul do Estado;
3. Quadro de pessoal insuficiente e falta de pessoal especializado em algumas funções críticas;
4. Necessidade de programa de saúde mental;
5. Estrutura física, viaturas e equipamentos mal conservados/insuficientes.

1⁰ SGBM do 6⁰ GBM Piripiri
Foram propostas medidas concretas para saneamento das falhas identificadas, as quais foram acatadas com unanimidade pelo Plenário, no formato de determinações e recomendações a serem futuramente acompanhadas/monitoradas pela equipe de auditora.

Fonte: TCE/PI

Anvisa proíbe canetas emagrecedoras irregulares no Brasil


Lasca e Catedral Laboratório/Divulgação

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a apreensão dos medicamentos Gluconex e Tirzedral, produzidos por empresa não identificada. A medida também proíbe a comercialização, a distribuição, a importação e o uso dos produtos.


“Amplamente divulgados na internet e vendidos como medicamentos injetáveis de GLP-1, os produtos são conhecidos popularmente como canetas emagrecedoras, mas não têm registro, notificação ou cadastro na Anvisa”, informou a agência.

Em nota, a Anvisa destacou que, por se tratarem de produtos irregulares e de origem desconhecida, “não há qualquer garantia quanto ao seu conteúdo ou à sua qualidade". Por isso, não devem ser utilizados em nenhuma hipótese”.

“Profissionais de saúde e pacientes que identificarem produtos das marcas e lotes citados podem entrar em contato com a agência, por meio dos canais de atendimento, ou com a vigilância sanitária local, utilizando os contatos disponíveis no portal da Anvisa.”


Na última segunda-feira (13), a Polícia Civil do Rio de Janeiro interceptou um ônibus que vinha do Paraguai com contrabando de canetas emagrecedoras e anabolizantes, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.

O veículo vinha sendo monitorado por suspeita de transportar material ilegal. No momento da abordagem, havia 42 passageiros no ônibus, que foram conduzidos à Cidade da Polícia.

Um casal que embarcou em Foz do Iguaçu, no Paraná, foi preso em flagrante, com grande quantidade de produtos de origem paraguaia colocados à venda irregularmente no território nacional, como anabolizantes e mil frascos de canetas emagrecedoras, contendo a substância tirzepatida.

Com aluguéis de cerca de R$ 20 mil por unidade, escritórios do Piauí espalhados pelo mundo custam uma fortuna por mês sem mostrar resultado

A política de manter escritórios internacionais da Agência de Atração de Investimentos Estratégicos do Piauí (Investe Piauí) tem gerado críticas pelo alto custo e pela falta de retorno prático. Um dos casos mais emblemáticos está em Cambridge, em plena Kendall Square, uma das áreas mais valorizadas e estratégicas do mundo quando o assunto é inovação e tecnologia. Lá, o Governo do Estado paga quase R$ 20 mil por mês apenas de aluguel. O problema é que esse não é um caso isolado.


Há escritórios semelhantes em outros países, como no Japão e em diferentes regiões do exterior. Somados, esses contratos podem chegar a cerca de R$ 300 mil mensais em despesas com aluguel. E o que esses escritórios trouxeram até agora? Segundo críticas que circulam, absolutamente nada. Nem investidores, nem empresas, nem anúncios concretos. No linguajar mais direto: não apareceu nem um vendedor de bombom. A proposta era transformar esses espaços em pontes para atrair investimentos e gerar desenvolvimento para o Piauí.

Mas, até aqui, o que pesa é a conta alta e a ausência de resultados. Diante disso, cresce o questionamento: com cerca de R$ 300 mil por mês, quantas casas populares poderiam ser construídas? Quantos pequenos empreendedores poderiam receber apoio? Quantas ações diretas poderiam impactar a vida da população?Sem transparência clara sobre metas e resultados, a iniciativa passa a ser vista como um gasto elevado com retorno inexistente, levantando dúvidas sobre a real efetividade dessa estratégia internacional.

 (Silas Freire)

MP-PI investiga possível colúio envolvendo Jurema, Soma e Solução EIRELI em contratos no Piauí

O Ministério Público do Estado do Piauí instaurou inquérito civil público para apurar um possível colúio e direcionamento licitatório envolvendo as empresas Jurema LTDA, Soma e Solução EIRELI em contratos firmados com órgãos do Governo do Estado. A investigação alcança contratações junto ao Instituto de Desenvolvimento do Piauí, ao Departamento de Estradas de Rodagem do Piauí e à Companhia Ferroviária e de Logística do Piauí.


O procedimento foi instaurado com base em informações e denúncia do jornalista José Ribas Netto, que apontou indícios de favorecimento nas licitações. Relatórios do Tribunal de Contas do Estado do Piauí também indicam que as empresas investigadas concentraram um volume expressivo de contratos públicos, especialmente junto ao DER-PI e ao IDEPI.

Segundo os elementos iniciais que embasam a apuração, o Ministério Público avança na linha de investigação sobre a existência de um possível colúio com influência externa, que teria atuado de forma articulada nos processos licitatórios. O MP-PI segue analisando os elementos reunidos para verificar se houve, de fato, combinação entre empresas ou interferência indevida nos certames, o que pode configurar irregularidades e eventual favorecimento em contratos públicos.

(Silas Freire)

quarta-feira, 15 de abril de 2026

Raio atinge residência durante chuva e causa danos em casas vizinhas em Parnaíba



Uma descarga elétrica provocada por um raio atingiu uma residência na Travessa Armando Cajubá 2, bairro Santa Luzia, em Parnaíba, durante uma forte chuva registrada na região. O incidente gerou momentos de tensão entre moradores e deixou prejuízos materiais.

Segundo informações de populares, o raio atingiu diretamente uma antena de internet via rádio instalada na casa. Com a força do impacto, o forro do imóvel ficou completamente destruído.

A descarga elétrica também se propagou para residências próximas, causando rachaduras em paredes e danificando equipamentos eletrônicos, como roteadores, que foram queimados com a sobrecarga.

Durante o ocorrido, moradores relataram que algumas pessoas chegaram a sentir choques elétricos. Há relatos de que o impacto foi sentido principalmente por quem estava próximo a paredes ou segurando objetos metálicos no momento da descarga.


Apesar do susto e dos danos registrados, não houve confirmação de pessoas feridas.




Da redação do Portal PHB em Nota
Notícias regionais


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