Uma troca de mensagens por WhatsApp entre Dalia López, empresária que levou Ronaldinho ao Paraguai e Paula Regina Oliveira, esposa do empresário Wilmondes Sousa, que foi preso ao lado do astro e de Assis, foi publicada pelo jornal paraguaio ABC.
As mensagens mostram a empresária mandando fotos dos passaportes, 'comemorando' o fato , e a conversa termina com Dalia dizendo que "agora só falta o de Roberto" (Assis). "Temos que seguir esperando", ela responde, ao ser questionado o que havia acontecido com o documento que faltava. As conversas são de 9 de janeiro.
A publicação aponta que as duas se conheceram no começo de 2019, e Paula teria se mostrada interesse em levar adiante o projeto social com o foco de levar assistência médica a crianças carentes.
Nesta segunda-feira, o ministro anticorrupção, René Fernández, anunciou a suspensão da Fundação Fraternidade Angelical, de Dalia López, que foi a responsável pela ida de Ronaldinho ao Paraguai.
O ABC ainda apontou que Marcos Estigarribia, advogado da empresária, caiu em contradição ao falar sobre o assunto em entrevista ao jornal. "Disse que não entendia por que os brasileiros usaram cédulas paraguaias falsas, mas logo explicou que necessitavam documentos nacionais para fazer parte de uma SA".
Entenda o caso
Ronaldinho e Assis desembarcaram em Assunção na quarta-feira para participarem de um evento. Os dois foram pegos com documentos aduterados no país e passaram a ser investigados.
Os passaportes haviam sido expedidos em nome de outras duas pessoas e, postoriormente, adulterados.
Além disso, a promotoria acusou outras três pessoas: o empresário Wilmondes Sousa Lira, apontado pela defesa do ex-atleta como responsável pelos documentos falsos, e as paraguaias María Isabel Galloso e Esperanza Apolonia Caballero, que foram as paraguaias que constavam nos documentos expedidos.
Na quinta-feira, o fiscal Federico Delfino afirmou que Ronaldinho Gaúcho e Assis não seriam presos por entrarem com documentos falsos no Paraguai, tendo apenas que pagarem uma "multa social".
Mas o juiz responsável pelo caso, Mirko Valinotti, do Juizado Penal de Garantias de Assunção, tomou uma decisão totalmente contrária nesta sexta-feira e determinou a detenção dos dois.
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