A maior ferida não vem dos inimigos, mas daqueles que chamamos de amigos. É assim que Cleidiomar vive hoje: ferido, decepcionado e abandonado por quem mais confiava — o prefeito Francisco Emanuel.
Durante a campanha eleitoral, os dois eram inseparáveis. Francisco chamava Cleidiomar de “irmão”, diziam caminhar lado a lado por um sonho comum. Juntos, enfrentaram o sol quente, os longos dias, os desafios de uma campanha difícil. Cleidiomar acreditou, não só no projeto político, mas no homem Francisco. Ele deu seu tempo, sua energia e seu coração por alguém que julgava digno.
Mas bastou Francisco Emanuel ser eleito para que tudo mudasse. A porta que antes estava aberta, agora está trancada. O sorriso fácil se transformou em silêncio. O “irmão” virou um estranho. Cleidiomar, que ajudou a erguer a vitória, hoje nem sequer consegue ser recebido no gabinete da prefeitura.
E o que mais dói não é só o desprezo. É a luta diária de um pai que está desempregado, tentando, com todas as forças, cuidar de sua filha pequena. Uma criança que precisa de alimentação, de estudo, de proteção. Cleidiomar não quer luxo. Ele quer dignidade. Ele precisa trabalhar, precisa ser ouvido. Mas quem prometeu nunca esquecer... simplesmente o apagou da memória.
A ingratidão de Francisco Emanuel não é apenas uma falha política. É uma falha humana. É o retrato frio de como o poder pode transformar um homem. Cleidiomar segue firme, com o coração machucado, mas com a consciência tranquila de quem foi leal até o fim.
E um dia, como tudo na vida, a verdade sempre encontra seu caminho. E quem hoje despreza, amanhã pode sentir o peso do próprio silêncio.


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