Um episódio grave marcou a fiscalização em escolas municipais de Ilha Grande. Um vereador foi abordado de forma agressiva ao tentar cumprir aquilo que é seu direito e dever constitucional: fiscalizar o funcionamento dos serviços públicos.
Durante a ação, o secretário de Administração Tony Ramos Farias, que acumula cargos e poder na gestão municipal, chegou ao local exaltado e tentou intimidar o parlamentar. Em uma atitude contraditória e reveladora, o secretário chegou a sugerir que o vereador usasse “roupa adequada”, mas aparentemente se fingiu de cego ou ignorou o fato de que ele próprio estava vestindo calção e chinelos.
É importante destacar que o vereador não precisa de autorização de ninguém para fiscalizar. Além de cidadão, ele é autoridade legitimamente eleita e tem todo o direito de acompanhar, questionar e verificar a situação das escolas do município.
Antes do episódio, o parlamentar já havia estado na escola do Baixão, onde constatou diversos problemas estruturais, reforçando a necessidade da fiscalização. Em vez de diálogo e explicações, o que recebeu foi hostilidade, gritos e intimidação.
Segundo relatos e imagens, a situação ficou tão tensa que, se não fosse a presença da Polícia Militar, o episódio poderia ter evoluído para vias de fato. O vereador, mesmo diante da pressão, manteve a calma e a postura institucional durante todo o tempo.
O caso expõe um cenário preocupante: quem fiscaliza é tratado como inimigo, enquanto gestores que acumulam cargos parecem agir como se estivessem acima da lei e das instituições.
Fiscalizar não é provocação.
Fiscalizar não é afronta.
Fiscalizar é dever.
E quando alguém reage com agressividade à fiscalização, a pergunta que fica é simples e direta: o que há para esconder?
CajuTV

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