quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

Em Parnaíba médicos se formam sem qualquer chance de salvar vidas: apenas para postar o status de Doutor



No Piauí, a instituição da vez, a Afya Faculdade de Medicina de Parnaíba, obteve nota 2, o que significa que ela pode ter redução de vagas e restrições no acesso a programas federais.

Estamos sendo empurrados para um sistema em que ser atendido por um profissional “mais ou menos” deixou de ser exceção e virou regra tolerada. A avaliação nacional dos cursos de Medicina, por meio das provas oficiais aplicadas pelo MEC, apenas colocou números em algo que o paciente já sente na pele. A formação perdeu rigor e ganhou marketing.


Em Parnaíba, como em tantos outros pontos do país, o problema não é a quantidade de médicos, mas a qualidade do médico que chega ao atendimento. Os resultados das avaliações mostram desempenho insuficiente de parte dos cursos, com notas abaixo do mínimo esperado para uma formação segura. Isso não é detalhe técnico, é dado concreto.

Dezenas e dezenas de médicos estão se formando sem qualquer chance de salvar vidas, mas apenas postar o status de Doutor 

(Fonte:Opinião Parnaíba/facebook)




No Piauí, a política institucional parece cada vez mais um clube fechado de bajulação, troca de afagos e autopremiação entre quem vive do dinheiro público.

O governador Wellington Dias foi eleito “imortal” da Academia Piauiense de Letras. Um detalhe nada irrelevante: antes disso, destinou R$ 300 mil em recursos públicos à própria Academia. Coincidência? No mínimo constrangedor.


O mesmo roteiro se repete quando o Detran-PI recebe “Prêmio de Eficiência”. Para quem enfrenta filas intermináveis, atrasos frequentes na entrega de documentos e um atendimento amplamente criticado pela população, o título soa como piada de mau gosto — daquelas que só fazem rir quem está dentro do sistema.

Para completar o espetáculo, a UESPI, universidade que sofre com prédios deteriorados, estrutura precária e abandono histórico, resolve conceder título de Doutor Honoris Causa ao presidente Lula. Enquanto salas caem aos pedaços, a prioridade parece ser homenagear figuras políticas, não investir em ensino, pesquisa e dignidade acadêmica.

O recado é claro: não se trata de educação, eficiência ou mérito. Trata-se de politicagem nojenta, de um sistema que prefere se aplaudir em cerimônias elegantes enquanto os serviços públicos entregues à população seguem falhando no básico.

 (Fonte: O Piauiense)

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